Automedicação em casos de dengue pode ser perigosa
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 O número de casos de dengue na região não para de aumentar. Os municípios tentam frear o avanço da doença com mutirões e campanhas, mas parece que as medidas demoram a mostrar algum efeito. O que tem preocupado as autoridades de saúde é a automedicação nesses casos. Muitas vezes as pessoas tomam inclusive remédios sem conhecimento de que aquilo vai de fato ajudar em alguma coisa.


De terça (2) para quarta-feira (3), o número de casos de dengue em Presidente Prudente aumentou para 899. Em Dracena também houve um aumento, agora são mais de 80 com a doença. Outro município que vive uma situação alarmante é Osvaldo Cruz, onde os casos de dengue passaram de 171 para mais de 200.


Antes de chegar aos postos de saúde, algumas pessoas com dengue já tomaram algum tipo de remédio. De acordo com o médico infectologista Alexandre Portelinha, a pessoa que estiver mesmo com dengue não pode usar anti-inflamatórios e medicamentos a base de ácido salicílico.


“Quando nós contraímos a infecção pelo vírus da dengue, nós temos a diminuição da contagem do número de plaquetas, que são células no organismo que fazem parte da coagulação do sangue. Os medicamentos como os anti-inflamatórios e os ácidos salicílicos alteram a função das plaquetas. Portanto, a chance de ter sangramento é maior”, explica.


Se a pessoa estiver com dores de cabeça, dores no corpo e febre alta, os únicos medicamentos indicados pelo médico são aqueles com os princípios ativos como o paracetamol e a dipirona.


“O mecanismo de ação deles no nosso organismo para tirar a febre e a dor é diferente dos anti-inflamatórios e do ácido salicílico”, alerta o médico. 


Fonte: Ifronteira.com

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